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domingo, 25 de setembro de 2011

Sem sentido...
Inerte...
As coisas na vida sempre são no momento em que estão sendo,
por frações de segundo capturaveis e compreendíveis...

domingo, 21 de agosto de 2011

Vivemos em um mundo de privações, onde temos grilhões até em nossa mente... Nascemos já sendo programados no que um dia alguém supos que fosse o certo, sem perguntar, sem analisar a consequência da deficiência desse sistema falido em que vivemos!
E fácil perceber, já era obvio desde o começo, porque então essa raça que se diz superior, maldita cabeça pensante que desenvolveu a capacidade de ser cruel, sim cruel, não percebemos mais entranhado em nós já estão todos os pré-conceitos de uma sociedade antiga... quando na realidade deveríamos ter a chance de ter um conceito formado das coisas, pelo simples fato de delas poder desfrutar.
Não há mais razão para continuar na cegueira de uma vida que grita por socorro, a vida de um eco-sistema inteiro... Será que seremos capazes? Duvido todos os dias, cada vez mais descrente, de uma recuperação que depende do desapego, prática em extinção na globalizada forma de consumo atual! Mais acredito que nem tudo está perdido a adaptação porém não será fácil, mais ela virá!

domingo, 17 de julho de 2011

Uma mente perdida
na lucidez escolhida
pra se deslizar 
no simples fato de estar!

sábado, 16 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A angustia de existir!

Na escuridão abriu seus olhos fartos de enxergar. Para seu alivio nada via, nada escutava, podia apenas perceber a sua respiração lenta e quente.
Deixou sua mente vagar como quem flutua em nuvens brancas e leves, seu corpo ha muito já cansado doía, conseguia sentir cada milímetro de dor. Ouviu vozes bem por perto, teve medo, sentia que estava rodeada por pessoas, acreditou ter escutado uma voz familiar, mas logo se afastou dela.
Pensou em tudo, e percebeu que em nada pensava, tentou focar alguma coisa, mais a escuridão embaralhou sua mente. Tinha pensado em se levantar e ascender à luz, mas seu corpo não permitia, como se estivesse amarrada aquela cama, sentiu-se limitada.
Afligiu-se pensando no alivio que sentira em nada ver e se deu conta de que podia imaginar as imagens em seus pensamentos, na magia que se encontrava dentro de sua cabeça envolta por fios longos e loiros, lembrou-se de quão sujo estava seu corpo, a embriaguez à pouco curada mostrou-se novamente como delírios de uma mente perturbada, de alguém que desejava não existir.
Nesse momento pode sentir o gosto da bebida amarga e quente descendo por sua garganta quis mais, mas sabia que naquele momento seria impossível, já tinha gastado todo seu salário de fome em garrafas de álcool, as quais já havia consumido, estremeceu só de pensar.
Tentou se lembrar de sua infância, e acabou por descobrir que ha tanto não pensava nisso que já nem conseguia mais visualizar sua casa, seus pais, quis voltar para o ninho aconchegante da família, porém sabia que ali não havia mais família e sim um grupo de pessoas que negou ajuda quando ela mais precisou. Sentiu os lábios secos, desejou um copo d'água gelado, pois também sentia o suor escorrer por seu rosto já calejado pela vida. Sentiu a cicatriz que tinha acima da sobrancelha direita, pensou no que havia causado aquela marca, nessa hora pode sentir o embargo em sua garganta mais não conseguia chorar, veio à cabeça a imagem da surra que seu pai lhe deu no dia em que foi expulsa de casa por dizer que esperava uma criança.
Seu coração de súbito parou, quis prolongar aquele momento quem sabe deixaria de existir, mais não ele logo voltou como que envolto por um impulso elétrico, com a dor pulsante que ultrapassava aquelas que sentia em seu corpo da labuta, era a dor de uma mãe sem filho, queria ter ficado com a criança mais achou melhor para ela viver longe, sua vida era inconstante e triste, quis apagar essas memórias, tentou mas desistiu, sentindo-se inútil e só!
Deixou seu corpo afundar no sentimento de angustia, queria sentir aquela dor quem sabe assim se livraria dela, e se deu conta de que aquela era mais uma cicatriz, uma que pulsava dentro de seu coração, um corte lento e profundo que jamais sairia de lá, até que cansada deixou sua mente adormecer desejando nunca mais acordar, desejou com tanto ímpeto e percebeu que jamais acordaria ao ouvir um bip de maquina constante! PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Grande como o universo
Sinto a parte do diverso
Que me domina na vontade
de me sentir pela metade
Quando me perco na imensidão
De estar em mim...
Sem saber de onde vim,
Querendo sentir a solidão!

domingo, 10 de julho de 2011

Quando tudo vira breu...

Aos olhos um rémedio, ver o céu se pintar de um rosa delicado... tingindo as nuvens alvas como um algodão que toma cor.
O rosa logo da lugar ao púrpura intenso de últimos raios solares, que tocam a pele de forma gentil como pluma, uma sensação de carícia de despedida.
Quanto tudo vira breu, de um marinho cativante pequenos pontinhos brancos brilhantes vão surgindo, como que com um pincel espalhados por um sacudir vivo e intenso, no que a grande beldade dá o ar de sua graça, pura e quase virginal, alva como cabelos de um velho muito sábio...
Sua luz é fria, porém o seu toque chega como um sussurro de amor ao pé do ouvido, te envolve e te domina... suave e ligeira!